A Fragilidade Real das Infraestruturas de TI no Brasil: Quando a Segurança Depende de Pessoas.
Um episódio de altíssimo impacto envolvendo o PIX — um dos pilares da infraestrutura bancária nacional — e um acesso indevido aos sistemas do Banco Central, facilitado por um colaborador de uma empresa parceira contratada, foi destaque na mídia nacional e internacional recentemente. O ataque teve como porta de entrada um funcionário que, em troca de um valor irrisório, forneceu suas credenciais a criminosos, permitindo a invasão do sistema.
O incidente não apenas expõe falhas técnicas e lacunas na fiscalização contratual, mas acende um alerta ainda mais preocupante: as maiores fragilidades das infraestruturas digitais não estão apenas na tecnologia, mas no fator humano.
Segurança digital não é só sobre firewalls e antivírus.
Investir em ferramentas de cibersegurança é fundamental — mas não é suficiente. Sem cultura interna de segurança, processos bem definidos e um programa contínuo de compliance, o risco permanece elevado.
A engenharia social — técnica que manipula pessoas para acessar dados ou sistemas — é hoje uma das maiores ameaças à segurança da informação. E nesse ponto, não há tecnologia que funcione plenamente sem governança e treinamento contínuo das equipes.
O papel da governança digital.
No DNA LAW, reforçamos diariamente que a segurança da informação não pode ser tratada como responsabilidade exclusiva da área de TI. Ela precisa ser transversal, envolver lideranças, políticas internas e educação constante. Governança digital eficaz é aquela que:
- Estrutura processos internos sólidos;
- Promove conscientização e treinamentos frequentes com foco em boas práticas;
- Implementa programas de compliance alinhados à LGPD e demais regulamentações setoriais, além de normas e boas práticas como a ISO 27001;
- Garante que prestadores de serviço e parceiros adotem os mesmos padrões de segurança exigidos internamente.
A fragilidade que custa caro
O caso do ataque ao sistema do Banco Central evidencia como um único ponto de falha pode comprometer toda uma estrutura robusta. Mesmo em ambientes com altíssima tecnologia, um simples ato humano — como o compartilhamento de uma senha — pode colocar em risco milhões de dados e abalar a credibilidade de instituições inteiras.
A prevenção exige mais do que software: exige liderança, responsabilidade e estratégia.
Segurança começa na cultura.
Para organizações públicas ou privadas, o recado é claro: a real blindagem digital vem da soma entre tecnologia, pessoas e processos. E tudo isso precisa estar amparado por governança corporativa, jurídica e de segurança da informação.
É exatamente nisso que acreditamos — e atuamos — no DNA LAW.
Nosso time pode ajudar a sua empresa a implementar programas de compliance digital, fortalecer políticas internas e garantir conformidade com a LGPD e outras normas do setor.
Para saber mais, acesse: https://dnalaw.law/direito-civil-e-empresarial/
DNA LAW ADVOGADOS
Autor
Alexandre Fonte
Sócio DNA Advogados

